#TBT, sociedade e representação nas redes sociais

À minha Mãe, minha saudade diária, minha lembrança

constante e meu eterno motivo para “TBT”.

 

Você tem saudade de quê? Talvez de um familiar querido, algo vivido na infância ou adolescência, situações que foram marcantes de algum modo e que talvez não se repitam nunca mais.
Sei, caro leitor, que o “nunca mais” e a pergunta que abre este texto talvez provoquem certo incômodo, uma lembrança nostálgica que por vezes paralisa, provoca lágrimas ou mesmo sorrisos sutis ao se passear pela memória. A saudade parece ser algo “sagrado”, que deve ser preservada, acessada com respeito e carinho por motivos diversos. Mesmo com a singularidade presente neste sentimento e/ou sensação, é possível que, talvez semanalmente, você a provoque ou a sinta de forma mais “pragmática”, para em seguida representá-la nas redes sociais.
Falo aqui de uma hashtag que possivelmente você conhece, utiliza ou mesmo já observou: a hashtag TBT (#TBT), abreviação de “Throwback Thursday”, que em tradução livre pode ser entendida como “lembrança de quinta-feira”, “reminiscência de quinta-feira”. A saudade em questão, na verdade, pode ser de uma situação ou fato ocorrido em qualquer outro dia, mas que é lembrado exatamente no quinto dia da semana.
Mais que isso: o que parece apenas uma forma de “etiquetar” (lembremos que as hashtags servem para isto) e organizar o conteúdo disponibilizado na web pode ter, no entanto, uma compreensão bem mais ampla e complexa se a notarmos com atenção. Neste texto reúno provocações para que se compreenda que algumas práticas ligadas a saudade, como o TBT e sua representação são bem mais amplas e complexas do que se percebe em uma primeira mirada.

Acesse este texto completo, o meu primeiro como colunista no Portal Imprensa, clicando aqui.

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