Sugestões e provocações para (novos) pesquisadores em Comunicação

Na pesquisa em Comunicação, não é difícil notar que algumas repetições em temas, objetos e tipos de análise, por vezes, se tornam lugares-comuns e acabam criando grupos – sejam institucionalizados ou não – nas Instituições de Ensino Superior (IES). Estes, por sua vez, se retroalimentam e mantém uma cadeia que não contribui na diversidade da produção acadêmica, muito menos em discussões metodológicas e epistemológicas.
Indo além, ainda é possível notar que, em geral, as faculdades, universidades e centros universitários, por uma série de fatores, muitas vezes instigam (ironia) os alunos a fazerem mais do mesmo. Para deixar isto mais evidente, basta você, caro leitor, atentar para três pontos:
a) as aulas e avaliações que em geral não incitam/ dão liberdade aos alunos a produzirem algo diferente, mais próximo às suas realidades, em detrimento de discussões por vezes abstratas e que se baseiam em perspectivas estadunidenses e europeias (não esqueçamos que os estudos decoloniais atualmente problematizam isto!);
b) aos grupos de pesquisa e mesmo “sobrenomes” que alguns professores carregam e que parecem não permitir a eles que se desvencilhem, ainda que esporadicamente, de seus recorrentes temas de pesquisa e, por fim,
c) os TCCs produzidos e apresentados. De um lado, não raramente mostram métodos e tipos de análise repetitivos (lembre dos inúmeros “estudos de casos” que você viu ou mesmo produziu nos últimos anos); de outro, ao serem apresentados e avaliados de forma positiva, talvez incitem outros estudantes a seguirem o mesmo insípido rumo, em alguns casos, é claro.
Dito isto, neste texto elenco brevemente algumas possibilidades (há mais, obviamente) que podem ser melhor observadas (lembradas?) na produção acadêmica em Comunicação no Brasil, sem esquecer que, em algumas IES ou mesmo nichos de pesquisadores, algumas delas são sublinhadas.
Sugiro, então, que observemos com mais cuidado e atenção a lista que apresento em texto publicado no Portal Imprensa em 26 de abril de 2019.

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