De planos, expectativas e aprovações

Em setembro de 2016, enquanto voava de volta para casa, saindo do Rio de Janeiro em direção a Belém, escrevi o texto “O que fica do Intercom 2016 ou “conselhos” para (jovens) pesquisadores em Comunicação”. Apesar de “longo”, o texto foi rapidamente escrito. Em menos de uma hora ele já estava pronto e o cochilo saudoso da viagem, garantido.

Nele, apresentei algumas sugestões, em especial a estudantes, para a produção acadêmica. As sugestões eram basicamente: 01. Conheça (?) sua cidade; 02. É hora de criar!; 03. Trocas são fundamentais; 04. Não se deixe cair na tentação dos objetos… e 05. Região não define “nível”.

Publicado aqui em meu site e no Digestivo Cultural, termino o texto com as seguintes observações:

“É isso (a (re)união das sugestões dadas) que irá diferenciar oportunistas de pessoas que se debruçam sobre temas e possibilidades, sejam os “sérios”, sejam temas mais “malucos” e nem por isso menos importantes. É isso que fará nossa pesquisa (em comunicação) sair de lugares comuns como análise do próprio empreendimento só pela proximidade e pressa, de páginas de jornais policiais e outros clichês. É isso que poderá fortalecer outras iniciativas, trabalhos e toda uma rede que permita, em especial na Amazônia e em Belém, a comunicação ter grandes pesquisadores e exemplos. Sonhemos forte. Pensemos grande!”

Cerca de oito meses depois, o sonho forte e o pensamento grande alcançam o Intercom Norte, que será realizado de 24 a 26 de maio, na Faculdade Boas Novas, em Manaus, Amazonas. O trajeto, no entanto, não é (só) meu, obviamente, mas sim dos alunos A certeza é de que, aparentemente, consegui pôr tudo isto em prática e, principalmente, tocar vidas e inspirar, entusiasmar e incentivar estudantes a seguirem seus próprios passos.

Isto pode ser observado por alguns números. Por um lado, pela quantidade expressiva de trabalhos aprovados (10 sob orientação – e são estes que aqui destaco) e um em parceria, de alunos de três instituições diferentes, nas três categorias do evento (Intercom Jr., Expocom e Divisão Temática).

Além disso, a variedade temática bem como o crescimento e desenvolvimento de cada um academicamente também inspiram e renovam o fôlego para continuar a dedicar tempo, dinheiro e disposição à pesquisa em Comunicação e, principalmente, o incentivo a novos pesquisadores.

>> INTERCOM JR.

01. A Amazônia (ainda) é uma marca? “Marca Amazônia”, representações e mudanças de paradigmas, da Camila Braga, Daniely  Cabral e Elen Silva (Fapen)

02. Cerâmica paraense e o dinamismo cultural: análise e apoio à divulgação e valorização dos ceramistas de Icoaraci, da Marcia Lago e Jacyeli Carvalho (Fapen)

03. Ensino público no Pará: os desafios da educação e a cibercultura no período contemporâneo, da Karoline Figueiredo e Jobs Machado (Estácio)

04. O Novo Ensino Médio: uma análise de diálogos na era da pós-verdade, da Andreza Alves (Estácio)

05. “Senhorita Andreza”: trajetória, sentidos e (re)construções no ciberespaço, da Thiago Favacho (Estácio)

>> EXPOCOM

06. Blog “Marca Amazônia”: comunicação, pesquisa e reflexões em poucos clicks, da Camila Braga, Daniely  Cabral e Elen Silva (Fapen)

07. Cerâmica Paraense, essa cultura é sua. Valorize!, da Marcia Lago e Jacyeli Carvalho (Fapen)

08. Integrando a Comunicação: a Agência Experimental de Comunicação Efe2, de Belém do Pará, de Jonas Rocha, Elen Silva, Caio Furtado, Sara Lima, Stéphanie Nascimento, Igor Sena e Tamires Oliveira (Fapan e Fapen)

09. Site Vem Ver e a aposta na diversidade audiovisual do estado do Pará, da Sara Lima e Tamires Oliveira (Fapan)

10. “Quando tudo termina é que na verdade começa”: o Cosanostra Caffé, de Belém do Pará, da Camila Braga, Daniely  Cabral, Elen Silva e Erika Azuelo (Fapen)

>> DIVISÃO TEMÁTICA

11. Entre cenas e circuitos: Breggae, produção musical e hibridismo cultural, em parceria com a Victória Costa (UFPA)

O que fica

Em meio a inúmero problemas pessoais, dificuldades financeiras e outros empecilhos que foram superados pelos alunos, tenho a certeza de que todos saem realizados e cientes de que estão só começando e que há muito mais a fazer e crescer.

Há outras metas, maiores inclusive, como Intercom Nacional, que será realizado em setembro e Curitiba, outros eventos, revistas, pesquisas, enfim, toda uma cadeia de produção acadêmica à disposição. como O caminho eles já sabem, agora falta seguir.

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