Não jogue dados ao acaso na Comunicação: entrevista com José Calazans Jr. e Tarcízio Silva

Você talvez ainda tenha calafrios ao (ouvir) falar de estatística, contas, números e outras expressões que lembrem e/ou se relacionem a alguma associação matemática, não é mesmo?! No entanto, curiosamente, talvez você aprecie em uma reportagem o uso de dados, gráficos, tabelas e outros conteúdos multimídia que facilitam a compreensão do que está sendo apresentado. Observando este contexto, notamos sem grandes dificuldades a necessidade da utilização de dados na Comunicação, seja Jornalismo ou Publicidade, no período contemporâneo.
Levando isto em conta, muito mais do que retratar o histórico do uso de tal conteúdo e sugerir novas práticas, este texto é bem mais um diálogo sobre a utilização de dados na Comunicação e suas interfaces e provocações que acredito serem importantes. Para isto, os comentários e provocações partem também de dois entrevistados, aos quais agradeço a disponibilidade nos contatos realizados: o publicitário José Calazans Jr. e do pesquisador Tarcízio Silva.
Por sinal, é justamente Tarcízio, atualmente doutorando realiza Doutorado em Ciências Humanas e Sociais na Universidade Federal do ABC (UFABC), que afirma que “a análise de dados é necessária pois vivemos em um mundo cada vez mais competitivo, onde cada diferencial entre empresas, instituições e estados pesa na busca por clientes, recursos ou por boas decisões”. Ele complementa ainda destacando que “as condições que criam essa exigência são ao mesmo tempo causa e consequência delas mesmas. (…) Então existe uma produção rotineira massiva de dados não só nas mídias sociais, mas também nas smart cities, cadeias de produção e logística, mídia tradicional, trocas financeiras, sensores meteorológicos e outros”, explica.
Algo semelhante discute Calazans, editor do portal Pense Play e que atua há uma década no mercado de mídias sociais no Pará. Ele enfatizou ainda a importância social da observação de tais informações: “Hoje a gente se comunica principalmente pelas redes sociais e demais meios de interação. Isso significa que deixamos rastros daquilo que comunicamos e coletar esses rastros significa entender o que a sociedade pensa e age além de poder antecipar fenômenos”.

Acesse o texto completo publicado em 03 de junho no Portal Imprensa.

Deixe uma resposta