As metáforas do túmulo e o “antimonumento” em homenagem a Walter Benjamin

 

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Construções antigas, cidade simples, é no cemitério de Portbou que Walter Benjamin está. Foto: Fabrício de Paula.

Personagem da e na história, Walter Benjamin suicidou-se aos 48 anos, com uma dose excessiva de morfina, em 26 de setembro de 1940, em uma pousada, em Portbou, fronteira da França com a Espanha. Segundo a historiografia oficial, sua morte teria ocorrido pelo temor do filósofo alemão em ser capturado pelas tropas franquistas e alemãs, que já haviam invadido anteriormente seu apartamento em Paris.

Simples e profundo, o antimonumento em homenagem a Benjamin. Foto: Fabrício de Paula.
Simples e profundo, o antimonumento em homenagem a Benjamin. Foto: Fabrício de Paula.

Nascido em 15 de julho de 1892, em Berlim, Benjamin notabilizou-se como um dos maiores intelectuais da história, especialmente por seus modos de compreensão da realidade e sua “materialidade”. Atento às nuances do século XIX e às razões que o tornaram singular, observou tipos, reações e situações, como um “passante” que, mais que um simples caminhante errante, fez um “trajeto” pelas várias cidades por que passou fisicamente e através de seus escritos: de Berlim a Nova York, passando por Moscou e, em especial, a Paris do século XIX, tão importante para sua filosofia. Sua observação lhe permitiu compreensões socioculturais profundas e a produção de textos até hoje fundamentais para a arte, a cultura, a filosofia, a comunicação, a história e a antropologia.

Em dezembro de 2010 escrevi em parceria com o professor Relivaldo Pinho de Oliveira o texto “Simples e profundo: as metáforas do túmulo e o “antimonumento” em homenagem a Walter Benjamin”, publicado na Revista Repraesentatio. Leia o texto completo e veja as fotografias de Portbou clicando aqui.

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